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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Nova farmacêutica mira emergentes

Com investimentos da Votorantim Novos Negócios e do grupo americano Texas Pacific Group (TPG), a moksha8, nova companhia farmacêutica global sediada na China iniciou suas operações com foco nos mercados emergentes, em especial os países que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

A companhia, que escolheu o Brasil como primeiro País para desenvolvimento dos seus negócios, pretende se tornar a maior empresa farmacêutica do País nos próximos três anos.
O prazo parece ser pequeno para quem está chegando, mas a empresa garante que terá, no Brasil, uma forte atuação no mercado de medicamentos de biotecnologia.

Neste sentido, a moksha8 (escreve-se em minúsculo e fala-se móquichaeit) prevê investir no Brasil até U$ 500 milhões nos próximos cinco anos, na construção de uma ou mais fábricas.

Numa primeiro fase, já iniciada esta semana, a empresa irá promover ao setor de prescrição médica, mais de 20 medicamentos da Pfizer e Roche, entre os quais Bactrim, Lexotan e Diabinese.

Em 2009, a empresa irá atuar no licenciamento de produtos novos, patenteados por laboratórios farmacêuticos de pequeno e médio porte e empresas de biotecnologia, e na distribuição dos medicamentos destas companhias já com sua marca.

Emergentes
De acordo com Mario Grieco, vice-presidente mundial e líder da moksha8 para América Latina, a escolha de atuar nos países emergentes foi estratégica.

"A moksha8 tem como foco prover medicamentos de alta tecnologia a mercados emergentes. Estes mercados estão exigindo uma medicina de melhor qualidade, porém essas regiões tem baixa importância para os investidores mundiais", afirmou Grieco.

Grieco afirma que a escolha de iniciar as operações no Brasil foi em função do potencial do mercado e da melhor qualidade do sistema regulatório e de patentes.

"O Brasil possui um sistema regulatório mais evoluído do que Rússia e China, por exemplo. Queremos trazer a maior parte dos investimentos para o Brasil e trabalhar com o Governo no sentido, de que uma fatia maior da população tenha acesso aos medicamentos", ressaltou.

O executivo disse ainda, que medicamentos biotecnológicos estão inseridos mais fortemente em países desenvolvidos e que a nova empresa trará esses produtos para os mercados emergentes. "Tradicionalmente, multinacionais farmacêuticas têm nos mercados desenvolvidos seu foco principal, por isso não há interesse imediato em lançá-los em países como o Brasil", completou Grieco.

Votorantim
De acordo com Fernando Reinach, diretor executivo da Votorantim Novos Negócios, a companhia espera desenvolver e produzir localmente novos medicamentos biotecnólogicos nos próximos anos.

"Estamos muito interessados nesse novo modelo de negócio implementado pela moksha8, que permitirá que medicamentos inovadores sejam lançados nestes mercados muito mais rapidamente. Além disso, a concessão desses medicamentos da Pfizer e Roche, demonstra a confiança e credibilidade depositada no projeto", afirmou Reinach

Segundo Reinach, a companhia vai operar tanto junto a grandes laboratórios como empresas de biotecnologia que não têm o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) como alvo.

Vendas de R$ 180 mi
De acordo com Grieco, a parceira com a Pfizer e Roche objetiva resgatar a bom desempenho de medicamentos antigos, aumentando em 30% as vendas desses produtos no prazo de um ano.

Segundo ele, a previsão é alcançar cerca de R$ 180 milhões com as vendas destes produtos até o fim do ano. "Queremos reverter a queda de venda desses medicamentos consagrados", destacou Grieco.

Segundo Dirceu Gomes da Silva, diretor da Divisão de Primary Care da Roche, o aumento de 30% nas vendas dos medicamentos acordados com a moksha8 faz parte de um dos objetivos da parceria entre as duas empresas.

"A parceria com a empresa moksha8 irá reforçar ainda mais a presença no mercado brasileiro de produtos importantes da Roche", afirmou Gomes.

Philippe Crettex, presidente da Pfizer no Brasil, segue a mesma linha, dizendo que o acordo ampliará a exposição de medicamentos importantes da companhia perante à classe médica.
"A Pfizer entende que essa parceria contribuirá para um maior conhecimento do médico sobre o arsenal disponível de medicamentos, melhorando assim a assistência e o tratamento do paciente", ressaltou Crettex.

A moksha8 conta com uma equipe de 60 propagandistas de abrangência nacional, que pode alcançar 500 pessoas nos próximos anos. A empresa negocia a concessão de produtos de outros laboratórios no país."Lula já demonstrou interesse, mas há falta de corpo técnico", diz Grieco.
 
FONTE: DCI \ PANEWS

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