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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Farmácia muda publicidade para se adaptar a novas regras


Redes de farmácias, como a Drogaria Onofre, estão mudando suas estratégias de marketing e apostam mais em canais de divulgação internos como tablóides e folhetos nos pontos-de-venda. A mudança foi provocada pela nova norma publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 96/08, que entrou em vigor em junho e tem o objetivo de disciplinar a propaganda, a publicidade e a promoção comercial de medicamentos.
 

Para a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e outras associações do setor, porém, a medida da Anvisa é ilegal, já que estaria fora do campo de atuação do órgão, que, como agência sanitária, deve publicar normas, não pode legislar. Segundo a entidade, a Advocacia Geral da União (AGU) também afirmou se tratar de uma norma que vai contra a constituição e está conversando com a agência para saber o que será feito. Entidades como a Associação Brasileira dos Importadores de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) já conseguiram liminar para não serem punidas, e a Abrafarma também entrou na justiça em julho para proteger o varejo farmacêutico, que, com receio de ser multado pela Anvisa, já tenta seguir as normas. 

Com 34 unidades nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, a Drogaria Onofre, por exemplo, afirma que já se adequou às normas, apesar de discordar da RDC, e apoia a Abrafarma. De acordo com o Superintendente Comercial da Drogaria Onofre, Carlos Marques, a rede teve que suspender um comercial que estava sendo veiculando na televisão desde março com previsão de ficar no ar até o final do ano, com um garoto propaganda (entre as proibições da norma, está a que atores façam anúncios de medicamentos), e está mudando suas estratégias, que agora não devem contemplar a TV, mas outros canais, como os internos. 

"O investimento em marketing continua, não mudamos valores, mas vamos explorar melhor outros canais e continuar a divulgação de não-medicamentos, como linhas de cosméticos, que não são afetadas pela norma", diz o superintendente. Ele não revela números, mas afirma que a verba de marketing representa um investimento importante dentro do faturamento da rede. 

O executivo também critica a norma: "Não concordamos com a truculência da forma como a medida foi colocada. Não acredito que um hipertenso irá consumir um comprimido a mais para a pressão porque o remédio está em promoção, por exemplo". Mesmo com as mudanças na divulgação, a Onofre também vem apresentando altas taxas de crescimento nas vendas, no primeiro semestre, cresceram 23% frente ao mesmo período de 2009 e a previsão é de fechar o ano com um crescimento de 20 a 25%. Além de investir na expansão da rede no ano que vem. 

Já a Drogal, rede do interior de São Paulo com 51 lojas, diz que também se adequou às normas, mas não fez grandes alterações. Segundo Ricardo Cançado, diretor da rede, "a estratégia de marketing da Drogal também já contempla a divulgação no interior das lojas e o marketing direto. Trabalhamos também com informações gerais, como dicas de saúde, incentivo à doação de sangue etc", afirma. A rede ainda diz ter mantido investimentos expressivos na área de marketing, além de destinar recursos de aproximadamente R$ 5 milhões para a abertura de 11 novas filiais este ano. 

Para Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma, essa situação é dúbia, e ele ressalta que na interpretação da entidade a norma é inválida. "A AGU já disse que se trata de uma norma ilegal, também entramos na justiça para nos precaver, e esperamos um parecer a nosso favor", diz. 

Agências 
Para o diretor Comercial da agência de propaganda J3P, Giuliano Pereira, que tem clientes no setor, como a Drogaria Onofre, o laboratório Eurofarma e a Mantecorp, está sendo necessário ser mais criativo e criar novas ferramentas para divulgação e elaboração de campanhas. A campanha televisiva que criaram para a Onofre, por exemplo, foi cancelada. "Em um primeiro momento, tivemos perdas, mas depois tornou-se até mais rentável para nós, pois criamos outras campanhas", diz. A agência afirma que os clientes na área representam 15% do seu faturamento 

FONTE: DCI \ Panews

Consumidor pode reclamar, na farmácia, de reações a remédios

 

Você já usou um medicamento e teve uma reação adversa?

"Já, já tive. Ao passar um remédio na pele, por algum motivo me deu uma reação alérgica", lembra a recepcionista Rosângela Silva. “Não sei quem procurar, a quem reclamar se tivesse uma reação adversa. Não tenho a menor ideia", admite o engenheiro Moacir Dacorrregio. Poucos brasileiros sabem mesmo a quem recorrer. Mas hoje já existem mais de três mil farmácias no Brasil com um selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária: são as farmácias notificadoras. Nelas, farmacêuticos como Sérgio César da Silva foram treinados para atender o consumidor e relatar os casos em que os medicamentos causam algum tipo de reação. A notificação é feita on-line, pela internet, diretamente à Anvisa. "Informamos a idade, se é homem, se é mulher, se é criança, que medicamento tomou, que reação provocou. Estes dados ajudam a Anvisa a solucionar problemas", explica Sérgio.

Casos de remédios com desvio de qualidade, como cartelas em que faltam comprimidos, ou com aspecto alterado, também podem ser informados pelo consumidor nas farmácias notificadoras. "Este programa visa ampliar a base de informação para as autoridades sanitárias sobre os medicamentos que estão circulando no mercado", diz a diretora da vigilância sanitária (SC) Marize Lippel. Segundo os especialistas, nenhum medicamento é 100% seguro. A explicação: os testes são feitos em um número reduzido de pessoas.

Os medicamentos não podem, por exemplo, ser testados em gestantes, idosos e crianças. A verdadeira segurança de um medicamento só é realmente testada quando ele chega às prateleiras das farmácias e passa a ser consumido por um grande número de pessoas. Por isso, o relato do consumidor é fundamental para garantir a qualidade e a segurança dos medicamentos. "Se necessário alterar o texto da bula, fazer um alerta sanitário aos profissionais de saúde e até tirar o medicamento sem qualidade do nosso mercado", afirma a presidente do Conselho Regional de Farmácia (SC) Hortência Tierling.

FONTE: Bom dia Brasil  \ Panews

Eurofarma implanta projeto pioneiro de rastreabilidade nas embalagens primárias

 

Com o objetivo de auxiliar a rede hospitalar no controle de informações sobre a medicação utilizada em cada paciente no hospital, a Eurofarma implantou projeto pioneiro de rastreabilidade, com a implementação de código de barras bidimensional (Data Matrix) nos produtos. O código traz dados sobre validade, lote, produto/apresentação, fabricante, país e contribui com o trabalho de farmacêuticos e enfermeiros para a realização de procedimentos médicos e, principalmente, para a rastreabilidade do medicamento utilizado nos pacientes que estiverem no hospital, além de ser uma importante ferramenta no auxílio do processo de obtenção da acreditação hospitalar. 

A rastreabilidade também facilita o processo de unitarização realizado pelos hospitais, que consiste na identificação manual por meio da colocação de etiqueta em cada unidade fracionada do produto. Com a implementação do projeto, os produtos da Eurofarma dispensam esta etiqueta de unitarização e o trabalho manual e, desse modo, permite ao hospital reduzir custos. 

A primeira etapa do projeto, já realizada, contempla frascos-ampolas, ampolas e seringas pré-enchidas e o próximo passo, em estudo, incluirá blisteres, com comprimidos e cápsulas. O laboratório tem como expectativa criar um diferencial competitivo nos produtos da Unidade Hospitalar. “Recentes estudos demonstram que 35% a 50% dos custos de uma instituição de saúde privada estão ligados à gestão de estoque, por isso, acreditamos que o nosso projeto vai otimizar os processos nos hospitais e colaborar nos processos de obtenção da acreditação hospitalar”, comenta Patricia Cardoso, Gerente de Marketing Hospitalar. 

Além da redução de custos logísticos, a ferramenta possibilita retorno ao estoque dos itens que não foram utilizados, o que evita desperdício e possibilita controle por validade do produto. O projeto também visa proporcionar segurança ao paciente e credibilidade aos hospitais, já que a rastreabilidade permite a identificação de desvios dos medicamentos. Para isso, é necessário que os hospitais também tenham os leitores do código bidimensional. 

Diversos medicamentos da empresa já levam o novo código, entre eles: amoxicilina + clavul. pot. 1G LIOF 10FA; sulbactam + amp. sódica 1,5 G inj; tazobactam + piperacilina inj. 4,5 G; cloridrato de cefepima 1G inj; benzetacil 1.200.000 u inj. C/ 10; meropenem 1G liof ds C/ 10 FA; meropenem 500 mg liof ds C/ 10 FA; oxacilina sódica 500 mg inj. C/ 50 frs; aztreonan 1g com ampola; ceftriaxona sódica 1g Inj. IM; ceftriaxona sódica 500mg inj. IM; amplacilina injetável 1g c/25 frs e Dil. 3 mL; e sulbactan + ampicilina sódica 3g Inj. 

FONTE: Maxpress \ Panews