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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Alliance Boots compra 25% da Athos Farma

Alliance Boots, uma das grandes redes de distribuição e de varejo de medicamentos da Europa, adquiriu 25% do controle da Athos Farma, a quarta maior distribuidora de remédios do país, controlada pela família Dias.

O negócio, que deve ser anunciado oficialmente hoje, indica o despertar do capital estrangeiro por um segmento em franca expansão - previsão de crescimento de 7% a 10% nos próximos cinco anos - combinado com um movimento de consolidação das vendas de medicamentos por intermédio de distribuidores.
"Vamos colher os frutos desta parceria, buscando a liderança do mercado em consolidação", afirmou Luciana Dias, presidente da Athos Farma.

O mercado brasileiro de distribuição de medicamentos movimentou R$ 23,2 bilhões no ano passado, e vem passando por uma fase de concentração em um número menor de distribuidores. Do total de vendas, cerca de 55% delas, segundo estimativas, estão nas mãos das empresas Santa Cruz, Panarello, Profarma e Athos.

Embora os detalhes financeiros do negócio não tenham sido revelados pelas partes alegando questões de confidencialidade, a transação indica o primeiro negócio no Brasil realizado pela Alliance Boots, fruto da fusão ocorrida em 2006 entre a distribuidora Alliance UniChem e a varejista inglesa Boots.

A maioria das distribuidoras de medicamentos possui controle familiar e são empresas de capital fechado - exceção feita à Profarma, que captou cerca de R$ 350 milhões por meio de uma oferta pública de ações ocorrida em outubro de 2006. A empresa vendeu 49% de seus papéis no mercado.

A aquisição da fatia acionária envolve apenas acordos no segmento de distribuição de medicamentos - excluindo, portanto, o ingresso da rede de varejo Boots no país. A transação deve ser concluída no fim do ano.

Luciana Dias disse que a intenção é oferecer serviços à indústria nas áreas de compras, vendas e logística. "Traremos para cá uma visão de uma empresa com operações globais que vão desde a Inglaterra até a China." A Athos, que contou com a ajuda da consultoria Ster Capital na elaboração do plano estratégico, negociou a parceria durante três anos.

A distribuidora, cujo foco de atuação era maior nas regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, completou recentemente sua abrangência nacional. Ao concluir neste ano a compra da ANB Farma, de Curitiba, a distribuidora passou a atender a região Sul. "Nos transformamos em uma distribuidora nacional", disse Luciana.

Além da maior amplitude, a Athos reforçou sua atuação no interior de São Paulo com um abertura de um novo centro de distribuição (CD) com 4,5 mil m2 em Ribeirão Preto e outro no Rio de Janeiro, com 6,5 mil m2. Há planos ainda de abertura de um segundo CD na capital paulista. A equipe de vendas em São Paulo, que tinha 60 pessoas, será ampliada ainda em agosto para 190 representantes.
"Com o reforço em São Paulo e a entrada no Sul, entramos com força nos outros 50% de mercado em que estávamos ausentes", disse. Os 17 CDs da Athos atendem hoje 26 mil das estimadas 55 mil farmácias existentes no Brasil. Sua meta para este ano é chegar a 28 mil varejistas. Além de medicamentos, a empresa também prevê ingressar no segmento de distribuição de produtos de higiene e beleza, além de ampliar o foco na venda de produtos hospitalares.
Criada em 2003 com a fusão de distribuidores regionais de medicamentos, entre eles a Intermed Farmacêutica (fundada em 1962 pela família Dias), a Athos faturou R$ 1,72 bilhão no ano passado. A previsão é chegar a R$ 2,3 bilhões em 2008, o que já deve incluir as vendas da ANB. Nos últimos três anos, as vendas da empresa cresceram, em média, 25% ao ano ao passo que o mercado expandiu-se em 8,5%.

O grupo Alliance Boots faturou US$ 24,1 bilhões no ano passado com atuação em mais de 20 países. O grupo possui 370 centros de distribuição e atende 135 mil farmácias, entre outros pontos de vendas.

FONTE: Valor Econômico / Panews

Usuários do Prexige estão sendo reembolsados por laboratório

 

Leonardo Berenger

Remédio - Pacientes que faziam uso do medicamento poderão ser reembolsados nas farmácias

Devido ao cancelamento do registro da apresentação de 100mg de Prexige (lumiracoxibe) e a suspensão à comercialização de 400mg, pelo período de 90 dias, em todo o território nacional, comunicado última terça-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a empresa fabricante do medicamento, a Novartis, anunciou o ressarcimento a todos que adquiriram os produtos retirados do mercado.

Em sua página na internet, a Novartis deu explicações para os distribuidores e também para os revendedores do medicamento, tanto para a troca ou até mesmo para o reembolso dos consumidores:

— Os pacientes devem procurar uma farmácia, portando a caixa do medicamento, com pelo menos um blister contendo um comprimido, e solicitar o reembolso do valor. Não precisa ser a mesma farmácia onde comprou a unidade. O reembolso será realizado tanto para a apresentação 100mg, conforme determinado pela Anvisa, quanto para a 400mg, essa de forma voluntária pela Novartis. O prazo para o reembolso do medicamento às farmácias é de 30 dias, contados a partir de 25 de julho. O prazo é determinado pela Lei de Defesa do Consumidor — orientou a empresa.

Em Campos as farmácias já estão retirando os produtos. “Logo que soubemos da notícia, fizemos a retirada do produto. Para a troca, estamos usando o critério estabelecido pela Novartis. Caso o cliente queira trocar o medicamento por outro produto, poderá ser feita até o valor do produto, que na última semana era de R$ 64,96 a caixa de 100mg. Caso contrário devolvemos o dinheiro. Para que essa troca possa ser feita, é preciso que o medicamento esteja dentro de sua caixa, com pelos menos um comprimido em seu interior”, explicou a farmacêutica Vivienny de Nazaré Rodrigues, uma das responsáveis pela retirada do produto em uma rede de farmácias do município.

FONTE: FOLHA DA MANHÃ on-line

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Taxa sobre venda com cartão não poderá passar de 2%

O deputado Dr. Talmir (PV-SP): limite vai trazer equilíbrio à relação entre administradoras de cartão e estabelecimentos comerciais.

Brasília/DF - A Câmara analisa o Projeto de Lei 3499/08, do deputado Dr. Talmir (PV-SP), que limita a 2% a comissão cobrada do comerciante pelas empresas de cartão de crédito e débito. Para o deputado, os comerciantes vêm sendo prejudicados pelo alto percentual das comissões atualmente cobradas, que, segundo ele, podem atingir até 5% do valor da venda.


Dr. Talmir destaca que o comerciante de menor porte é o mais prejudicado, porque, em geral, o percentual da comissão é inversamente proporcional ao valor total das vendas do estabelecimento - ou seja, o percentual da comissão é maior para quem vende menos e menor para os grandes comerciantes.
O teto de 2%, avalia o autor da proposta, levará mais equilíbrio à relação entre as empresas de cartões e o comércio, "criando um ambiente estimulador de novas adesões ao sistema".

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, está na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, aguardando parecer do relator Fernando Lopes (PMDB-RJ). Depois, deverá seguir para as Comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Proposta - PL-3499/2008

Fonte: Agência Câmara/Luiz C.Pinheiro/Maria Clarice Dias/Infobip

Origem: Projeto

Data: 31/07/2008